Já se perdeu nos caminhos mais obscuros.
Já não tem mais esperanças de ver o pôr-do-sol de novo.
Já não sabe o que é sorrir a muito tempo.
Jogada aos lobos famintos e sedentos
pelo o que lhe resta de crença no amor
deste imundo mundo.
Chora as lágrimas mais pesarosas,
sente a dor mais profunda,
vê amores perderem o valor,
escuta promessas sem pudor.
Esta sou eu.
Alma soturna,
vagando pelos caminhos
em busca de um lugar
onde a solidão e a dor não sejam rotinas.
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