terça-feira, 19 de julho de 2011

Diamantes de sangue.

O mundo,
Além de pequeno
Dá voltas...

E as pessoas
Passam todo seu tempo no mundo
Procurando por seus diamantes...

Mas por que diamantes?
Porque é a mais preciosa das joias,
A mais pura,
A que mais brilha,
A que mais fascina,
A mais rara,
A mais desejada.

E nessas voltas que o mundo dá,
Há pessoas que não encontram seus diamantes e desistem;
Há pessoas que não encontram seus diamantes e persistem...
E por mais repugnante que pareça
Há aquelas pessoas que encontram seus diamantes
Não se preocupam de lapidá-los,
E o sujam, fazendo-o perder
Sua preciosidade,
Sua pureza,
Seu brilho,
Seu fascínio,
Sua raridade,
Seu desejo...

Há quem prefira a gélida escuridão da noite,
Do que o acalento da manhã;
Há quem prefira sofrer calado,
Do que pedir ajuda;
Há quem prefira o abismo abjeto,
Do que o aconchego de um abraço.

E são essas pessoas,
Que sujam seus diamantes
Com suas lágrimas de sangue,
Cheias de ódio,
Vingança,
Soberba,
Arrogância.

E depois que o belo diamante
Torna-se um diamante de sangue,
Não há mais volta.
E mais uma vez,
Além de sujo de sangue,
Será infectado com o mais maligno dos sentimentos,
O arrependimento percebido
Tarde de mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário